Governo Provincial de Luanda

Cultura

  1. CULTURA

    Luanda é entre as demais províncias do país, detentora de um património considerável e que constitui o mas eloquente testemunho do percurso histórico da actividade e sensibilidade do povo angolano nos diferentes períodos e situações históricas.

    A província proporciona aos seus habitantes e visitantes uma variada oferta. A esplendorosa arquitectura dos séculos XVII e XVIII esta bem representada com as igrejas Da Nª Sr.ª do Carmo, entre outros Monumentos históricos e cultural.

    Um enorme conjunto de museus e locais de interesse histórico e paisagismo deslumbram os seus visitantes, como o museu nacional de Historia Natural, Museu nacional de antropologia, o Museu Nacional da escravatura, Museu central de Forças Armadas, Museu das telecomunicações, arquivo histórico de Angola, o Marco Histórico do Kifangondo, o Largo do 1º De Maio, o Carnaval, as Músicas, as Danças, o palácio de ferro, etc. são estes património religiosos, militar e culturais que enriquecem culturalmente a Bela Cidade de Luanda.

    O Museu Nacional de Antropologia revela a riqueza cultural angolana, com mostras de instrumentos de trabalho e arte das distintas etnias do país. Fundado a 13 de Novembro de 1976, o museu perpetua o passado das peças etnográficas sob a forma de património, dando-as a conhecer a gerações actuais e vindouras.

    O valor cultural destas peças radica na transmissão e divulgação das funções desempenhadas por cada artefacto e peça no seu contexto social e cultura, como fontes de inspiração e reflexão sobre a cultura passada, actual e futura. Exposições guiadas, tanto permanentes como temporárias, divulgam o património e a importância da cultura e dos hábitos e costumes de vários povos de Angola.

    As peças museológicas e etnográficas descrevem o quotidiano de todas as populações e povos de Angola, nomeadamente os Kikongos, Kimbundus, Ovimbundus, Lunda- tchokwés, Nganguelas, Nyankas Humbe e os Khoisans.

    Cada um desses grupos étnicos estão aqui representados com os seus respectivos acervos, que contêm informação suficiente para descrever e reviver o seu quotidiano, as actividades produtivas, crenças, pensamentos e a sua visão do mundo. O museu de Antropologia dispõe ainda de uma interessante colecção de arte africana, incluindo um grande número de máscaras.

    KIANDA, A SEREIA DE LUANDA Os ilhéus acreditam que há doenças que somente a Kianda pode curar.

    A pessoa acamada pode recorrer ao tratamento convencional, mas só obterá resultados ao mergulhar acreditando que seja curado pela Sereia através da água. O ritual que cumpre na época de festa da Ilha é lhe orientado pelas mais velhas a quem consulta constantemente.

    À Kianda, quando se oferecem bebidas, devem ser das mais caras, porque ela é exigente. Segundo relatos, à Kianda não se deve a abundância de peixe que cai nas redes dos pescadores. Mas à ela se devem, seguramente as calemas (fortes tempestades). É por isso que são organizadas as festas e as oferendas, para que a Kianda fique contente com seu povo.

    Agricultura Tradicionalmente, as principais culturas que constituem a base da alimentação das populações em Luanda são: mandioca, milho, batata-doce, amendoim, feijão e hortícolas, a produção agrícola inclui ainda a banana, banana-pão, cana-de-açúcar, sisal, tabaco, produtos hortícolas e a Pesca artesanal.

    Pesca Artesanal A pesca artesanal é uma das fontes mas importante do rendimento de uma parte da população, especialmente a que se encontra ao longo da costa marítimas e nas zonas ribeirinhas do Bengo e do kwanza.

    Além do valor económico, a pesca artesanal tem também um importante valor nutricional para as populações destas árias e no sector de hotelaria, restauração e turismo, permitindo o abastecimento do pescado de alta qualidade. O sector das pescas tem diversas áreas de actividade.

    Como a tradução pesqueiras, que trata das capturas com barcos de pescas industrias, pequenas – indústrias artesanais Outra área é a da transformação, de peixe seco e de meia cura, a indústria extractiva de sal, a filetagem e a produção de gelo.

    A aquacultura, actividade em grande expansão, destina-se a criação de peixe em viveiros marinhos e fluviais. A cidade tem cinco estaleiros navais e uma doca flutuante e ocupa-se da manutenção, reparação e construção de navios e embarcações de pesca.

    Luanda é, entre as demais províncias do país, detentora de um património considerável e que constitui o mas eloquente testemunho do percurso histórico da actividade e sensibilidade do ARTESANATO Reflexo das diferentes etnias que habitam o país, o artesanato angolano é rico e variado.

    Além do seu valor estético, a arte africana tem sempre um valor funcional e todas as peças possuem um significado, uso ou ritual.

    Entre os criadores e artistas angolanos, existe uma grande preocupação em aliar a beleza visual e estética com o significado simbólico.

    Tão antigas como o mundo, as máscaras são mil rostos sobre um rosto e conservam um sentido mágico-animista, encontrando-se ligadas a ritos e a explicações religiosas. Totémicas, guerreiras ou iniciáticas, a variedade de papéis representados pelas máscaras fazei delas objectos sagrados que se ligam a momentos importantes na vida comunitária.

    Tendo cada uma a sua própria história, as máscaras angolanas representam um papel fundamental na realização de cerimónias e ritos, tanto de iniciação masculina como feminina, fúnebres, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita ou o começo da estação da caça.

    Algumas apresentam figuras antropomórficas, outras zoomórficas e mesmo geométricas Os artesãos angolanos trabalham a madeira, o bronze e o marfim nas máscaras ou em esculturas.

    Cada grupo etnolinguístico em Angola tem seus próprios traços artísticos originais. Em comum, as máscaras detêm um poder sobrenatural que consagram as instituições e servem de mediadores entre o mundo dos vivos e dos espíritos dos antepassados.

    O universo das máscaras angolanas é indissociável da música, da dança e das cerimónias ligadas às sociedades secretas constituídas pelos mais velhos, que zelam noite e dia pela comunidade.

    As máscaras despertam um fascínio dos ocidentais pela cultura africana. O artesanato angolano encontra-se no Mercado do artesanato, no bairro do Benfica, a sul de Luanda.

    MÚSICA Constituindo uma manifestação artística e cultural bastante divulgada e diversificada entre os diferentes grupos étnicos de Angola, a música tradicional reflecte e revela o espírito e toda a vivência comunitária. Na vida de comunidade, há momentos de alegria, de tristeza, de nobreza ou de representações ideológicas.

    A produção de instrumentos musicais expressa o das comunidades e o papel espiritual que representam nos diferentes momentos e contexto social, político, económico e cultural.

    A música tradicional angolana é ritualista sendo executada em cerimónias de nascimento, puberdade, casamento, caca, funeral, em cânticos religiosos ou para a chuva. A interpretação é feita com instrumentos populares de origem artesanal, geralmente de percussão.

    Os instrumentos musicais tradicionais utilizados são geralmente de madeira ou couro e dividem-se em diferentes categorias conforme o tipo de som: idiofones, membrafones, aerofones, cordofones e os instrumentos de lâminas. Nos idiofones, o som é obtido pela sua vibração inteira e os instrumentos podem ser de percussão, de entrechoque ou sacudidos.

    Os membrafones são instrumentos exclusivamente de percussão e o som é produzido por meio da vibração de uma membrana, existindo vários tipos variando no tamanho, no aspecto, no material utilizado e no som produzido. Antigamente eram usados por grupos tribais angolanos para enviar mensagens. Os aerofones são instrumentos de sopros como apito, flautas, pífaros e trompas.

    Os cordofones são instrumentos cujo som é produzido pela vibração de cordas esticadas entre dois pontos fixos. As cordas podem ser percutidas esfregadas ou beliscadas.

    Os instrumentos de lâminas têm um som produzido pela vibração de placas de metal quando pressionadas com os dedos, normalmente os polegares.

    O kissanji é um instrumento de som fluído, utilizado em caminhadas longas ou como fundo musical de histórias contadas por ancião em noite de lua cheia, ao redor de uma fogueira.

    Os fabricantes e os exímios tocadores dos diferentes instrumentos musicais tradicionais têm uma relação estreita com os bailarinos que, comovidos com os vibrantes sons dos membrafones, cordofones, idiofones ou aerofones, exibem os seus dotes de dança que contagiam a assistência.

    Nos inúmeros mercados ao ar livre de Luanda, a capital angolana, há sempre um pequeno grupo de músicos cantando, em seus próprios dialectos, canções de terras distantes e historias esquecidas.

    Não é raro que os músicos façam os seus instrumentos, como os tambores ngoma, moldados a partir de troncos de árvores, ou marimbas.

    Os dançarinos exibem os troncos de árvores, ou marimbas. Os bailarinos exibem as coreografias baseadas em tradições tribais e aos poucos, os músicos, os dançarinos e assistência confundem-se numa grande festa, em que todos são tomados pela nostalgia das suas origens.

    Luanda é o berço de diversos estilos musicais como o Merengue angolano, Kazukuta, Kilapanda e Semba.

    Na Ilha ao largo da costa de Luanda, nasce a Rebita, um estilo que tem por base o acordeão e a harmonia. O semba, que partilha raízes com o samba, e também predecessor da Kizomba e Kuduro. É uma música de características urbanas e surge com o crescimento de Luanda.

    Motivados por uma paixão pelos ritmos nacionais, os músicos integram muitas vezes influenciais de estilos musicais de artistas congoleses e latinos – americanos.

    O respeito e admiração pela música, dança, provérbio e vivência das gentes, o interesse pela música tradicional e pela cultura suburbana enquanto divulgação dos usos e costumes da cultura angolana, são as linhas mestres das canções.

    Dança, em Luanda, a dança distingue diversos géneros, significados, formas e contexto, combinando a vertente recreativa com o seu estatuto de veículo de comunicação religiosa, curativa, ritual e de intervenção social.

    Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular, manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas. A presença constante da dança no quotidiano resulta de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas.

    Iniciando-se pelo estreito contacto das crianças com os movimentos da mãe (as costas da qual é transportada), esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais, onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário.

    Apesar da profissão de bailarino na sociedade tradicional ser frequentemente herdada, é rigoroso ensino baseado em códigos e organizações coreográficas específicas efectuando nestas instituições, que conduz á profissionalização dos mais dotados.

    É o caso dos Akixe ou bailarinos mascarados, preparados pela Mukanda, a escola tradicional de iniciação masculina entre o povo Cokwe. Existem danças infantis, danças para jovens e outras destinadas a indivíduos do sexo masculino e feminino como a dança fundura, interpretada pelas jovens kwanyamas, na sua festa de puberdade.

    Indissociáveis da música, as danças são acompanhadas por instrumentos de músicas específicos e requerem diferentes pecam de vestuários, adornos e certas inscrições corporais, de acordo com o significado e âmbito das mesmas.

    A disposição espacial mais frequentes é a roda em que todos mesmos os que assistem, participam activamente, marcando o ritmo e entoando as canções.

    Paralelamente, a música e a grande variedade de danças como a cabetula, o semba ou Varina, a cidralia, kazukuta e a Dizanda, claramente diferenciadas pelo seus ritmos, passos, coreografias e indumentária próprios, são genuinamente africanas.

    Danças populares urbanas como kuduro, o Gato preto, o Kwasa-Kwasa, ou o Dombolo, vão surgindo numa espécie de moda e como vida mais efémera. O Kizomba é uma terminologia angolana da expressão linguística kimbundo, que significa “ festa”.

    A expressão Kizomba, como dança, nasceu em Angola nos anos 80 em Luanda, após as grandes influências musicais do zouk, e com a introducao das caixas rítmicas drum-machine, depois com os grandes concursos que invadiram Angola.

    O kuduro é um estilo e dança recreativa angolana, de exibição individual ou em grupo. Trata-se da fusão da música batida com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens angolanos, entusiastas e impulsionadores do estilo musical e da dança.

    A Rebita é um género de música e dança de salão angolana que demonstra a vaidade dos cavalheiros e o adorno das damas. Dançada em pares em coreografias coordenadas pelo chefe da roda, enquanto se vai desenvolvendo no salão, as trocas de olhares e os sorrisos entre o par são frequentes.

    A Rebita é uma dançada numa marcação de dois tempos, através da melodia da música e o ritmo dos instrumentos.

    O semba é uma dança de salão angolana urbana e caracteriza-se como uma dança de salão angolana urbana e caracteriza-se como uma dança de passadas. Dançada a pares, o malabarismo dos cavalheiros conta muito á nível do improviso o semba é uma dança de divertimento principalmente em festas.

    Carnaval, Os primeiros registos do carnaval angolanos datam de 1857, referindo a festa popular dos kimbundus que ocorria em Luanda e noutras cidades angolanas.

    Cidade alegre e extrovertida, que gosta de dançar, em Luanda o carnaval são uma tradição que se repete sem interrupções desde 1978. A zona da marginal, fronteira à Baía de Luanda, acolhe dezenas de milhares de pessoas ao longo do espaço onde desfilam os grupos carnavalescos.

    Enquanto fenómeno de assimilação e articulação de diferentes elementos culturais, o carnaval de Luanda assumiu sempre a faceta sociopolítica, representando e caricaturando as situações sociais e as personalidades das diferentes épocas. No entanto, por influência dos portugueses, destaca-se a recriação da corte europeia.

    Mas todos festejam o carnaval e as mulheres que dançam vestidas com panos multicoloridos são peixeiras da Ilha de Luanda ou das comunidades da Samba Grande e Corimba ou quitandeiras do bairro do Sambizanga e Kilamba Kiaxi. Durante três dias, os luandenses redescobrem o prazer de festejar, nesta manifestação cultural e de alegria em que diversos grupos desfilam ao longo da Avenida Marginal ao ritmo do semba.

    Tal como o nome indica, na sua origem encontra-se a palavra samba, revelando os inegáveis laços da cidade com o Brasil, embora o carnaval angolano seja animado por uma verdadeira democracia de ritmos, como Kabetula, o Semba ou Varina, a Cidrália, a Kazukuta e a Dizanda, claramente diferenciadas pelos seus ritmos, passos, coreografia e indumentária próprios.

    Monumentos de Arquitectura Religiosa Para o êxito da sua odisseia, Paulo Dias de Novais fazia-se acompanhar de missionários católicos (Jesuítas) e uma das preocupações foi a construção de ermidas, que tempos depois se transformaram em importantes Igrejas, com destaque para a Igreja da Misericórdia (1576), a Sé Episcopal (1583), a Igreja dos Jesuítas (1593), o Convento de S.José (1604), a Igreja do Carmo (1661) e o Hospício de Santo António, no sítio onde se encontra actualmente o Jardim da Cidade Alta (1668) Igreja de Nª Sr.ª do Carmo, a sua construção iniciou-se em 1661, com a vinda dos primeiros carmelitas descalços para Luanda, por ter sido este o local considerado apropriado à vida da comunidade.

    Obra representante da arquitectura do século XVII, a igreja de Nª Sr.ª do Carmo chama atenção pelo tecto pintado à mão, pelo coro e pelos azulejos setecentistas. Num anexo da igreja, o antigo Convento do Carmo é hoje sinónimo de paz e tranquilidade para os seus visitantes.

    Igreja de Nª Sª dos Remédios, Foi inaugurada em 1679 pelo Bispo D.Frei Manuel da Natividade, sendo então a igreja da paróquia de Remédios da Praia. Após percorrer várias igrejas luandenses, a Sé Catedral fixou-se em 1828 na Igreja de Nª Sr.ª dos Remédios, tendo sido elevada a Sé da Arquidiocese de Luanda em 1941.

    Tipicamente tropical, a igreja da Nossa Senhora dos Remédios e actual Sé de Luanda, encanta pelas frondosas palmeiras de seu adro pelas torres gémeas que enobrecem a fachada e revela no seu interior dois tambarineiros seculares, e no seu adro magníficos azulejos historiados.

    Igreja de Nª Sr.ª do Cabo,Na Ilha de Cabo, á entrada da baía e com acesso no final da Marginal, localiza-se a igreja mais antiga de Angola, fundada em 1575 pelos quarenta portugueses que viviam na Ilha antes da mudança da cidade de Luanda para o continente.

    Situa-se no local onde Paulo Dias de Novais desembarcou em 1575, com uma caravana ocupacionista integrada por militares e sacerdotes, que justificava a edificação imediata de um forte para as tropas e de igrejas para a evangelização dos nativos.

    A igreja de Nª Sr.ª do Cabo, pequeno edifício na Ilha de Luanda, foi erguida junto a um forte ali edificado em 1726 para defesa da barra e tem no seu altar-mor a imagem da Nª Sr.ª do Cabo. Igreja da Nª Sr.ª da Nazaré, uma das igrejas mais acolhedoras de Luanda é a igreja da Nª Sr.ª da Nazaré.

    Segundo reza a história, o Governante André Vidal Negreiros navegava do Brasil para Angola, onde devia assumir as funções de Governador, quando o barco foi surpreendido por uma tempestade.

    Nesse momento, André Vidal Negreiros prometeu à Nossa Senhora de Nazaré que, caso o salvasse, mandaria construir um templo a seu favor.

    E o milagre aconteceu: o governante foi salvo por dois tripulantes e cumpriu a promessa. Monumentos de Arquitectura MILITAR Luanda, à semelhança das outras cidades do litoral, tinha nos fortes e fortalezas o seu aspecto defensivo e estes monumentos da arquitectura militar dominavam a baía.

    Assim, em 1576 e depois da permanência de quase um ano na Ilha, Paulo Dias de Novais, célebre Capitão – Mor das conquistas, lançou no morro que penetra na baía de Luanda as bases da capital angolana, construindo uma ermida dedicada a S.Sebastião e um forte conhecido como a Fortaleza de São Francisco do Penedo e o Forte de São Pedro da Barra.

    Os demais, devido a factores vários, arruinaram-se até desaparecer. A fortaleza de São Miguel, no exacto ponto onde a Marginal encontra a Ilha do Cabo, assente no morro de São Paulo, localiza-se a Fortaleza de São Miguel, primeira fortificação erigida para defender Luanda, por ordem de Paulo Dias de Novais, em 1576. Ocupada pelos holandeses entre 1641 e 1648, de Forte de S.Paulo passou a designar-se Em meados do séc.

    XIX, deixou de desempenhar a função militar, passando a ser o depósito de degredados. Classificada como Monumento Nacional pela portaria nº 2837 – Boletim Oficial nº 48 de 2 de Dezembro de 1938, a Fortaleza adquiriu valor cultural.

    Transformou-se no Museu de Angola que mais tarde, com eclodir de luta de Libertação Nacional em 1961, se transferiu para o actual Museu Nacional de História Natural, voltando a fortaleza a desempenhar funções militares.

    Com o fim do colonialismo e com ascensão de Angola à independência, foi criada em 1978 o Museu Central das Forças Armadas.

    Tal como a Fortaleza de S. Miguel, esta fortaleza também foi erguida para defender a cidade de Luanda das incursões militares de outras potências coloniais, sobretudo durante a vigência do tráfico de escravos. A construção deste forte foi interrompida inúmeras vezes, pela sua conclusão durou vários anos.

    Desde a sua edificação até aos nossos dias, este monumento conheceu distintas fases históricas de evolução e aproveitamento. Para além da função defensiva, a fortaleza de Supero da Barra serviu de albergue de escravos e mais tarde, de acampamento da mocidade portuguesa.

    Em 1961, quando os angolanos iniciaram a Luta Armada para a conquista da Independência Nacional, Portugal, a potência colonizadora respondeu a este acto com prisões massivas dos nativos.

    Nesta altura, a fortaleza passou a ser a terceira prisão de Luanda, onde os nacionalistas angolanos eram encarcerados, antes de serem deportados para os campos de trabalho forçado Actualmente, a fortaleza de S.Paulo da Barra, monumento nacional classificado pela portaria n. 5271 – Boletim Oficial n. 29 de 18 de Junho de 1945, tem recebido inúmeras visitas de nacionais e estrangeiros, pela sua dimensão histórica e simbólica.

    Fortaleza de S.Francisco do Penedo (ex-Casa de Reclusão) tal como as demais fortalezas, a Fortaleza de S. Francisco do Penedo foi construída com o fim de defender a cidade de Luanda, às incursões de outras potenciais coloniais em Angola, nomeadamente a Holanda, a Franca e Espanha, entre outras, que obrigaram a Portugal a criar condições para que Luanda fosse o seu baluarte.

    Mais tarde, com eclodir da Luta de Libertação Nacional, foi um dos locais que os valorosos combatentes do 04 de Fevereiro de 1961 atacaram, para dar início á odisseia que levaria o país a independência. Ficou transformado em prisão, antes de os patriotas serem deportados para os campos de concentração.

    Situado no Bungo, bairro da Boavista, está classificada como Monumento Nacional por despacho n. 46/92 De 8 de Julho.

    Poços de Água Em todos os tempos, a falta de água constitui um angustiante problema. Em pleno século XVII; foram construídos dois poços – Maiangas do Povo e Maianga do Rei – que durante muito tempo abasteceram a população de água potável.

    Malange do Povo Situada entre Avenida Revolução de Outubro e a Mariem Ngouabi, foi provavelmente criada entre 1641 e 1648, tendo abastecido durante três séculos a população de água potável.

    Encontra-se classificada como Monumento Nacional pela portaria n. 6981 de 28 de Dezembro de 1949.

    Maianga do Rei Situa-se na margem direita da rua da Samba, tendo sido construída no mesmo período da Maianga do Povo. Pelo seu valor histórico encontra-se classificada como Monumento Nacional pela portaria nº 6981 de 28 de Dezembro de 1949.

    Arquitecturas Museus Carnaval Teatros Cinemas Clubes noturnos.